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A EPOPEIA DA COVID-19 NO BRASIL: crítica

Em tempos de pandemia, é fato que o mundo está escrevendo um capítulo memorável na história da humanidade do Século XXI. O COVID-19 (coronavirus desease – 2019, em inglês) tem abalado todo tipo de estrutura que conhecíamos até ontem: a economia, a saúde, o convívio, o que se entende por trabalho, valores e relações de todo viés. Dessa forma, a arma mais poderosa que cabe aos sete bilhões de habitantes parece inofensiva: ficar em casa. Porém, o isolamento social nunca foi tão importante para transformar o desfecho dessa história, especialmente no País que vive na pele o negacionismo científico e o obscurantismo político.

É fundamental destacar, avante qualquer dedução, que a ciência é a autora dos melhores e piores relatórios que regem o cotidiano da população. Partindo por esse pilar, a Organização Mundial da Saúde, chefiada pelo medico etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, é uma amplificadora do conhecimento científico que tem salvado vidas todos os dias. Uma das únicas soluções eficazes e preventivas descobertas, até hoje, foi sugerir amplamente que as nações mundo a for a colaborassem com as pessoas pelo isolamento social. Ora, se o que há de mais exímio no conhecimento médico produzido pela humanidade, em milhares de anos de civilização, foi o distanciamento social, cabe aos leigos que façam o óbvio: escutem, respeitem.

Quando se perde o senso de referência de autoridade e propriedade, o resultado é o que se vive no Brasil. Exaustos da extrema polarização política despreocupada com a real importância do momento, somos o país que se afunda em desespero pelo desgoverno de Jair Bolsonaro. Por conta do conflito tenso no governo do nosso país, a sociedade não suportará irresponsabilidade contra o coronavírus, pois nessa história o inimigo é imparcial e fatal. Sendo assim, fica evidente que vivemos o legítimo caos: político, econômico, social e moral. Cabe, portanto, a população que deposite seu voto de confiança em líderes conscientes, notoriamente encarregados da verdade, como o Doutor Tedros ou o Doutor Luís Henrique Mandetta, atual ministro da saúde e seguidor fiel da ciência, já que não estamos falando de ideologia, mas, sim, dos rumos da história do Brasil frente a uma pandemia.

Concomitantemente, parece haver uma ala brasileira que compreende o quão fundamental é o isolamento social para o combate ao coronavírus no Brasil: os municípios e Estados. Isso se dá, especialmente, pela relação próxima entre esses entes governamentais que conhecem a população que têm: majoritariamente de baixa renda, sem plano de saúde e dependente do Estado. Logo, é evidente que o Doutor Dráuzio Varella, numa entrevista recente no Youtube, está correto ao dizer, “não há sistema de saúde no mundo que comporte todas as pessoas, afinal, não é para uma pandemia que os hospitais operam diariamente”. Partindo do diálogo do médico com a política dos Governadores, os resultados da grande epopeia trágica da COVID-19 podem ser diferentes no Brasil, pois a informação os fez agir com prudência social, exigindo o básico – o isolamento.

O Brasil é, de fato, para brasileiros, que além de enfrentarem uma pandemia global durante o dia, sofrem com o desamparo político Federal a noite. Qualquer Governo faz parte do ciclo do povo, existe por causa do povo, trabalha para o provo, é formado pelo povo, e tudo que faz reflete no povo. Desse modo, não restam dúvidas, o isolamento social é fundamental para o combate a pandemia do coronavírus, tanto no Brasil, como em qualquer canto do universo, nesse momento. É preciso compreender que estamos numa luta uniforme e em massa, aqui, na China, no Camboja, nos Estados Unidos, na Holanda... Precisamos de mais evidências de convencimento do que isso? Ou pagaremos o preço de um final infeliz?


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